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[03 Aug 2007|09:18pm] |
6 meses de Erasmus em terras magiares (Hungria/Budapeste) mas estou de volta ao meu país, às minhas cidades. Para trás ficou muito passeio, dentro e fora da Hungria, coisas e pessoas a recordar. Budapeste
* Hungria
* Viagens exteriores
*pormenores em embudapeste
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[30 Jan 2007|04:35pm] |
Cada louco com as suas manias.
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[18 Dec 2006|01:20am] |
de repente. como se numa tela de cinema. vi-vos a todos. juntos e um por um. os vossos sorrisos. o jeito no nariz. a forma das bochechas. a inquietação, a quietude do olhar. o vosso brilho. as vossas pequenas coisas. particulares. tive saudadades vossas. e as imagens foram passando. sem palavras. e eu tive vontade de as agarrar. de vos sentir. abraçar.
não tenho a tela de cinema. mas deixo-vos a minha saudade escrita. sem imagem.
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[05 Oct 2006|01:24am] |
E então estivemos sentados algumas horas numa folha de laranjeira com as pernas cruzadas sobre a cabeça para que as orelhas pudessem cheirar as raízes das árvores a tocar no céu. e o resultado foi surpreendente: a certa altura, cai um pingo de chuva na nuca do manel que se assusta e manda um raio de sol direitinho ao coração da raquel que cai perdida de amores por um copo de cristal da colecção da avó Zulmira que ainda é viva e conta histórias de quando a mãe era locutora de passarinhos de profissão. E no meio disto tudo, o Zé afasta-se para um cantinho da folha para estar a sós com as suas sementes, a Catarina anda a tentar aconchegar-se numa laranja, o Marto enfia-se numa gota de orvalho e eu vou perdendo beijinhos ao vento que o Pedro apanha lá do outro lado e perde de volta para mim.
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[02 Sep 2006|05:31pm] |
. Porquê? Não sei. . Mas para já. Só me quero sentar no primeiro degrau.
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[30 Jul 2006|10:48pm] |
Partilhar 10 dias com 10 crianças bem dispostas Gritos, abraços, correrias, gargalhadas... Ser o porto seguro Acordar às sete e pouco da manhã com elas a passear pelo quarto Ouvir as suas histórias As queixinhas porque não sei quem fez não sei o quê Ser cúmplice dos namoros Sorrir Preparar uma mega festa onde a música da Floribela não podia faltar Vê-las correr feitas doidas pela mata Cantar o apita apita no comboio no regresso da praia Chorar um bocadinho na despedida E sentir que lhes dei de facto alguma coisa Mas muito mais trouxe comigo.
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[11 May 2006|03:29pm] |

Hoje, mais uma vez, vou-me agarrar a um raio de sol e baloiçar segura por uma mão. vou beber palavras bonitas, de bocas bonitas, com vozes bonitas. vou correr num campo cheio de margaridas e sorrir com todos os dentes de todas as minhas pessoas importantes. vou ter de novo 19 anos, 18, 16,..., 10,..., 5, 4, 1. vou nascer de novo. agarrar-me ao pescoço da minha mãe, enroscar-me no colo do meu pai. esbogalhar os olhos para as pessoas novas na minha vida, que se riem muito e me fazem caretas a dizer Olá bebé! vou pôr-me em cima de uma cadeira e bater-me palmas com a minha mega vela no meu super bolo feito pela avó. Feliz. vou andar de burro nas costas do Cindino e não lhe vou pagar o fardo de palha que lhe devo há anos. vou andar à volta com as minhas saias rodadas e fazer o pino no jardim. vou cantar as canções da escola em casa dos primos e dos tios e dos amigos da família que me dizem Temos cantora! Ainda sei outra. Querem que cante? vou cantar a Cinderela do Carlos Paião com a minha tia. ela ensinou-me a agora sei de cor. vou brincar às mães e aos pais com as minhas bonecas. vou apanhar caranguejos com os meus tios e os meus primos de França. vou saltar no trampolim e na cama elástica a fazer engrupados, carpas e mortais. vou tocar no meu piano a escala de dó. vou dormir com o meu coelho amarelo. vou subir ao palco do Teatro José Lúcio da Silva e dançar para toda a gente ver. vou às megas festas da Vanessa e ficar acordada até tarde com mais a Cata e a Mariana a falar dos gajos giros da escola. vou passear por Leiria. vou passear por Lisboa. vou namorar uma jukebox e comer chouriço assado nas Primas. vou jantar com os colegas da faculdade e dar cambalhotas no chão do Bairro Alto. vou à praia fazer bolas de sabão com o Marto e o Zé. vou sentar-me na Praça com os amigos e beber chá. vou almoçar o meu prato favorito com morangos à sobremesa com os meus pais e a minha avó. vou dar um abraço grande à minha mana. vou dormir à Bica. vou deliciar-me com as mensagens bonitas que recebo. com o bolo de chocolate à meia-noite. vou apagar um bolo com 20 velas e lembrar como tudo fez sentido. como continua a fazer.
E vou perceber que tenho 20 anos e continuo a ser uma menina pequenina.
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[03 May 2006|10:08pm] |
encontrar o meu espaço no meio das regras. e deixar-me ficar. confortável. deixar que os meus olhos e os meus ouvidos vivam por mim durante uns segundos. procurar-me no estático. no rígido. e perceber que se pode ser livre assim.
definir o meu espaço no meio dos outros.
perceber que entre o dar e o receber a barreira é muito ténue. que o eu e o ele são dois espaços distintos que se partilham. não se entregam. e que é bom encontrar-me num outro que já se mistura comigo. procurar os limites que se esbatem. as diferenças que se tocam.
delinear o meu espaço entre os espaços. encontrar-me.
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[06 Apr 2006|06:28pm] |
Apetece-me escrever em paredes
Apetece-me esvaziar-me num outro. que não seja um qualquer. e não sei se me quero preencher de novo. As coisas cheias parecem-me tão estanques.
Talvez me cole em alguma parede. Acima do chão. mas suficientemente perto para....... qualquer coisa. Não quero estar muito lá em cima. Perdem-se mais coisas. Deve ser isso.
E não, não é verdade que não me quisesse voltar a preencher. que estupidez. Só que as coisas delimitadas num "eu" começam a entrar inevitavelmente em conflito. e o conflito leva à estagnação. (Estranho?)
Eu pegava numa tesoura e cortava mil pedacinhos de papel. de montes de cores. enfiava no bolso antes de me colar à parede e depois atirava-os ao "eu" cá de baixo. Não sei até que ponto seria um acontecimento importante, mas conhecendo-me um bocadinho, seria sempre digno de um daqueles sorrisos de menina pequenina. que acabam num qualquer coisa que vale a pena ser vivido. Depois....... depois não sei. Mas é giro.
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[22 Mar 2006|09:33pm] |
Não sei quase nada de quase tudo. o pouco que sei não sei bem para que serve. sei que serve para alguma coisa. Também não sei porque é que sou o que sou. nem sei se sei o que sou. sei que sou alguma coisa. E por algum inacessível desígnio de uma força maior, o que sou, que eu não sei bem, faz-me bastante sentido. E acabo por pegar em mim e descobrir os meus "porque" através dos quase nada que sei. que, lá está, acabam por servir para alguma coisa.
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[01 Feb 2006|10:15pm] |
Se os flocos de neve caem das nuvens e os anjos dormem nas nuvens a descansar Então os flocos de neve caem das barrigas dos anjos gulosos que comeram algodão doce ao jantar.
nevou pouco em leiria. mas o suficiente para muitos daqueles sorrisos que nos fazem pequeninos outra vez e que envolvem o mundo numa luz mais forte, mais leve.
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[30 Dec 2005|04:46pm] |
As histórias nascem de cabeças iluminadas. que pensam às cores e guardam tesouros em caixinhas. que oferecem no Natal.
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[20 Dec 2005|03:25pm] |
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Um dia a Alice tropeçou num coelho branco de relógio grande ao pescoço e não quis mais acordar.
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[05 Dec 2005|04:56pm] |
Nós somos bocados de coisas, ou simplesmente bocados, por sermos de muitas coisas. E as muitas coisas de que somos bocados, ou os muitos bocados, porque coisas, que somos, fazem de nós uma coisa só, uma coisa de muitos bocados. E então pensamos: se somos tantos bocados, porque coisas, onde é que está a coisa só que supostamente somos? A coisa só que somos está no sermos bocados de coisas, ou bocados, porque coisas, de certas e determinadas coisas, que não são dos outros, são nossas.
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[04 Dec 2005|08:49pm] |
No fundo, ninguém quer estar sozinho.
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[05 Nov 2005|01:19pm] |
Joana não tem nada a ver contigo. Devias começar por C ou R, como Carla, Rita talvez. Já me disseram que tenho cara de Inês. Inês também podia ser. O I também é vermelho. Eu diria que é mais alaranjado. A puxar para o amarelo mesmo.
Mas porquê vermelho para mim? Já olhaste bem para o teu cabelo? Eu não sou o meu cabelo. Não te iludas, tu és vermelho. Joana é que não pode ser, Joana é azul, o J é definitivamente azul.
Luís também é azul, ou verde. Verde. Exacto. O L é definitivamente verde. Fantástico.
Não podes ser Joana. Joana é azul.
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[27 Oct 2005|01:40am] |
As notas de música são como as pessoas. Umas gozam a vida lentamente, outras gostam mesmo é de agitação. Há aquelas sempre a sonhar, viradas para o sol e as outras, com os pés mais assentes na terra. Também há as que ficam sempre um bocado à toa, enquanto outras sabem bem ler nas entrelinhas. Algumas gostam de usar chapéu, outras preferem boné e a maioria nem usa nada. Depois há aquelas, desprevenidas, que em dias de chuva metem os livros à cabeça e correm depressa até à paragem mais próxima, para minimizar os estragos. Também há as que acrescentam pontos às histórias e as que têm que dar sempre um arzinho da sua graça com um toque especial.
.. Todas têm uma vibração diferente, uma intensidade diferente, uma alegria diferente. E provocam um qualquer coisa diferente. Todas têm o seu papel, a sua forma de estar, a sua velocidade. E mais importante, com um certo jeitinho, conseguem viver todas em harmonia. E deixam-nos sempre qualquer coisa. entre a alegria e a ansiedade.
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